Jan 20, 2012
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EUA fecham o MegaUpload!

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“O Departamento de Justiça americano anunciou ontem (19) que uma grande ação foi conduzida para fechar o Megaupload, um dos mais populares sites de compartilhamento e armazenamento de arquivos.
Após receber acusações de um promotor de justiça em Virginia, EUA, no dia 5 de janeiro, por conspiração ilegal, conspiração para infringir direitos registrados e outras causas, as autoridades federais prenderam quatro pessoas e realizaram mais de 20 mandados de busca nos Estados Unidos e em outros oito países, somando 18 domínios de sites diferentes e cerca de R$ 90 milhões em bens.
Um dos subsidiários do Megaupload, o Megavideo, ficou muito popular para fazer downloads de filmes e séries de televisão. Existiram contas pagas e gratuitas, sendo que aqueles que faziam upload de conteúdos populares recebiam por isso.
Em uma declaração pública, o Departamento e o FBI comentaram a ação como “entre os maiores casos de violação de direitos autorais na história dos EUA”.
O advogado do Megaupload, Ira Rothken, afirmou que ele soube das ações apenas na manhã passada e ainda não tinha lido o processo inteiro. “Nossa impressão inicial é de que as alegações não têm mérito e o Megaupload vai contestá-las vigorosamente”, comenta. “Nós temos medo de que os processos e ações sejam feitos sem a oportunidade de explicações”.
De acordo com a acusação, os operadores do Megaupload ganharam mais de R$ 320 milhões ilegalmente e causaram um prejuízo no valor estimado de R$ 900 milhões em direitos autorais. O site diz ter mais de 50 milhões de visitantes diários.
Quatro dos operadores do site foram presos na Nova Zelândia, enquanto três ainda não foram localizados. Cada um dos sete pode pegar uma pena máxima de 55 anos de prisão.
De acordo com o New York Post, o rapper Swizz Beatz – nome verdadeiro Kasseem Dean – é o diretor executivo da empresa, mas não está listado no processo. O músico é casado com a cantora Alicia Keys.
Rothken afirma que Beatz não tem administrado o site e que recentemente ocorreu um “período de transição”.
As notícias com certeza foram bem recebidas pela indústria do entretenimento, que em conjunto com alguns órgão do governo, criaram o SOPA (Stop Online Piracy Act) e o PIPA (Protect Intellectual Property Act). Caso esses atos passem e se tornem leis, as cortes americanas vão conseguir com muito mais facilidade tirar do ar sites como o Megaupload, mesmo que operem inteiramente fora dos EUA.
Em represália ao que aconteceu com o Megaupload, o grupo de hackers Anonymous tirou do ar os sites do Departamento de Justiça e da Universal Music Group, que estão envolvidos no processo.
Na quarta-feira, cerca de 10 mil sites, incluindo alguns famosos como o Wikipedia, não funcionaram em protesto aos projetos citados.
A administração do governo Obama também anunciou que é contra os projetos na forma atual.”

fonte: Los Angeles Times

Definitivamente, estamos vivendo tempos perigosos. Não acreditei quando vi essa notícia ontem: A justiça americana conseguiu fechar o Megaupload. Tentei entrar no megavídeo e megaupload e nada. O engraçado nessa história é que ele mora na Nova Zelândia e os servidores estão em Hong Kong, sede da empresa. Isso prova que a influência norte-americana ainda é grande e que nada mais é intocável. Quer dizer, só o PirateBay que comprou uma plataforma abandonada de petróleo no Atlântico e fundou seu próprio país :), ficando livre das leis norte-americanas e dos seus vassalos. Agora, antes que comecem a me julgar, não sou um defensor da pirataria, sou defensor de um preço justo pela exploração do conteúdo. Como diria Joss Stone: “Por que um astro do rock ou uma estrela de Hollywood tem que ser milionário?”. Essa é uma questão para refletir. Um médico fica milionário trabalhando? Um engenheiro? Um professor? (Essa foi piada mesmo ;)) Claro, sem explorar o direito de outras pessoas? A resposta é não. Então por que no show business é diferente? Esta é a questão. Eu sou favorável ao conteúdo com valor justo e o que alguns sites faziam era disponibilizar conteúdos de forma gratuita.  Se isso viola algum direito autoral, vamos discutir isso em âmbito mundial. Quem está reclamando dessa forma de liberdade de conteúdo não são os atores e cantores, são os estúdios e as gravadoras, que faturam milhões explorando suas “descobertas” com o velho discurso:”Quer 100% de nada ou assina comigo e leva 30, 40% de alguma coisa?”. Pergunte a qualquer cantor de uma grande gravadora quantos discos ele vendeu? Ele não sabe, pois as gravadoras só revelam o que interessa. Não é uma transação transparente, auditada. O artista ganha muito mais com shows do que com venda de CD´s, usando o CD como o rádio apenas para divulgação. Nada mais justo.

Quem ainda compra CD em lojas, pagando R$30,00 ou R$40,00 por um repertório que nem sempre é do gosto do cantor, mas que a gravadora acha que é mais rentável? Eu confesso. Não mais. O último CD que comprei foi há uns 5 anos e se não me engano era do Pearl Jam. Por outro lado, comprei recentemente uma versão ao vivo da Colbie Caillat no iTunes por cerca de U$1,00. Sou fão do Jason Mraz e tenho toda a sua discografia, talvez até coisas que ele nem saiba que gravou, mas que não gastei um centavo para adquiri-la, pois o preço de um CD importado, de um jogo importado e até de um livro de programação importado no Brasil é inviável, é imoral. Impostos e mais impostos. Tudo para saciar a fome de nossos governantes que discordam da minha opinião, já que acham que políticos podem sim ser milionários.

Eu fico puto toda vez que eu vou fazer um upload de um vídeo de mergulho ou de vôo e ao colocar uma trilha sonora pra amenizar as coisas (Afinal, ninguém gosta de ouvir por 10, 15 minutos minha respiração embaixo d´água ou o barulho do vento) e o Youtube me enche o saco dizendo que estou violando os direitos autorais de alguém. O absurdo chegou ao ponto de que um vídeo que gravei andando de carro na Alemanha ser proibido por ter violado os direitos autorais da BMG alemã. Tinha trilha sonora? Não, era a música que estava tocando no rádio do carro – “O seu vídeo, Passeio por Rechberghauser, pode incluir conteúdo que pertence ou é administrado por esta entidade: Entidade: UMG Tipo de conteúdo: Gravação de som”. Fala sério.

Assim, com esse precedente legal (o longo braço do governo americano) acho que se a SOPA e o PIPA forem aprovados, todo o mundo está em apuros. Você ficaria feliz sem twitter, youtube, google, facebook, wikipedia, dentre outros? Se for como eu, a resposta é não. Contudo, é disso que estamos falando, pois é virtualmente impossível controlar tudo o que é postado, dito, escrito, publicado, compartilhado na Internet e por essas novas “leis” as empresas pegas com conteúdo que venha a ferir os direitos autorais ou intelectuais de algum estúdio ou gravadora (eles não estão nem aí para os cidadãos comuns), esses sites seriam fechados, como o Megaupload. Coitados são os que compraram assinaturas de 6 meses, um ano do Megaupload ou de alguma empresa do grupo Mega, pois embora possa entrar com uma ação de ressarcimento, isto deve ser feito em uma corte americana e contratar um advogado lá sairia muito mais caro do que a perda em si. É aceitar o prejuízo. Quem será o próximo?

Ratificando o que afirmei acima, EU SOU FAVORÁVEL A UMA INTERNET LIVRE, sou a favor dos sites de download gratuito para USO PRÓPRIO. Eu não compro CD pirata, filme pirata ou nada que faça com que alguém LUCRE com a produção intelectual de outra pessoa. Essa liberdade de expressão tem o seu custo, pois nos permite desde baixar filmes e músicas a querer saber onde está Luiza, que já voltou do Canadá. 🙂

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Informática · Tecnologia

Comments to EUA fecham o MegaUpload!

  • Professor concordo com tudo que foi postado aqui!
    E meu irmão tinha uma conta de 6 meses no MegaUpload, :/ o pior é nós assinamos em Janeiro!

    Welligtton Cavedo January 20, 2012 10:30 pm Reply

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