Oct 6, 2012
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Cotas para a escolas públicas nas universidades

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UnB)
CENTRO DE SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS (CESPE)
1º VESTIBULAR DE 2013

COMUNICADO

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) comunica a suspensão das inscrições no 1º Vestibular de 2013 da UnB, para adequação do edital de abertura da seleção às normas estabelecidas pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, publicada no Diário Oficial da União. O CESPE/UnB comunica, ainda, que novas informações serão divulgadas oportunamente.

Brasília/DF, 5 de outubro de 2012.

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UnB)
CENTRO DE SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS (CESPE)
PROGRAMA DE AVALIAÇÃO SERIADA (PAS) SUBPROGRAMA 
2010 (TRIÊNIO 2010/2012)

COMUNICADO

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) comunica a suspensão das inscrições na terceira etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS) Subprograma 2010 – Triênio 2010/2012 da UnB, para adequação do edital de abertura da seleção às normas estabelecidas pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, publicada no Diário Oficial da União. O CESPE/UnB comunica, ainda, que novas informações serão divulgadas oportunamente.

Brasília/DF, 5 de outubro de 2012.

 MEC exige 12,5% das vagas para cotas já em 2013

Manoela Alcântara
Publicação: 05/10/2012 17:24 correioweb

O ingresso nas universidades públicas federais brasileiras será alterado a partir do próximo vestibular. A Lei das Cotas Sociais, aprovada pelo Congresso Nacional, deve ser aplicada de forma imediata, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Assim, todas as instituições precisam reservar no edital de seleção pelo menos 12,5% das vagas para quem cursou integralmente o ensino médio em escolas públicas.
Em quatro anos, esse percentual aumentará para 50% (leia quadro). Do total, metade deve ser destinada a estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita. A reserva racial, antes com abrangência para negros e pardos de todas as classes sociais, será incluída no percentual único e deixará de atender quem saiu de colégios particulares.
Mesmo aplicada de forma gradativa, a decisão pegou de surpresa as instituições que haviam lançado editais para selecionar os alunos que iniciarão no ensino superior em 2013. Elas terão de retificar os documentos para incluir o previsto na Lei nº 12.711. Ainda há dúvidas sobre como será a adoção do sistema. Assim como a Universidade de Brasília (UnB), as instituições ainda desconhecem os termos a serem colocados em prática na hora de exigir a comprovação de renda, a fórmula de cálculo dos percentuais para negros, pardos e índios dentro da reserva de cotas, entre outros. Um decreto a ser publicado na próxima semana pela Ministério da Educação (MEC) deve regulamentar esses parâmetros. As medidas também valem para os institutos federais, como as escolas técnicas.
Em um encontro com os reitores das universidades federais, na última quarta-feira, Mercadante propôs a criação de comissões intersetoriais para entender as necessidades a partir da implantação do programa, além de ampliar as discussões. Somente com o texto básico da lei, mudanças significativas podem ser estudadas pelas instituições. A partir de agora, as cotas serão incluídas em todos os sistemas seletivos das universidades. As oportunidades destinadas por meio do Programa de Avaliação Seriada (PAS), do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do vestibular universal terão a previsão de cotas para os alunos de escolas públicas.
Em reunião realizada na última quarta-feira entre o ministro da Educação e os reitores das universidades federais, uma das primeiras preocupações demonstradas foi com a necessidade de ampliar os recursos para as políticas de assistência estudantil. “O alcance social desta medida é inquestionável. A sociedade apontou nessa direção, há uma convergência entre os Três Poderes sobre a importância de reduzir as desigualdades econômicas, sociais e políticas atuais. Porém, entendemos que é necessário ampliar as políticas de apoio”, afirmou o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo Sousa Júnior.
Para ele, como a implantação será gradativa, em um primeiro momento, os impactos podem ser minimizados com pequenos ajustes . Desde 2008, os recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) quadriplicaram em todo o país — passaram de R$ 126,3 milhões para R$ 503,8 milhões. Para o próximo ano, a previsão é de mais de R$ 603 milhões. Na UnB, são R$ 18 milhões. “A partir das comissões formadas, poderemos ressaltar o que é relevante para ser considerado em políticas e em programas de apoio, tanto no campo pedagógico quanto na assistência”, completou o reitor. A assessoria de imprensa do MEC enfatizou que ampliará os recursos.

UnB altera norma e muda cota racial

Apesar de ainda não ter definido o percentual para o ingresso de alunos pelo novo sistema, a instituição brasiliense abre as discussões a fim de se adequar à nova regra.
Reserva de vagas destinada apenas a negros e pardos deve ser extinta

Manoela Alcântara e Gabriella Furquim
Publicação: 05/10/2012 17:40 correioweb

As medidas previstas na Lei nº 12.711 provocaram impacto direto na Universidade de Brasília (UnB). O edital para o 1º vestibular de 2013, por exemplo, será alterado. O sistema de cotas raciais também sofrerá mudanças. O percentual atual, de 20% reservado para negros e pardos, deve deixar de existir para ser englobado pelo novo sistema. Embora não haja previsão para a alteração das datas das provas, o período de inscrição será prorrogado. Com data antes prevista para 16 de outubro, é possível que não haja tempo hábil para fazer as mudanças e ainda abrir um prazo para aqueles que já haviam se cadastrado e desejam alterar os requisitos de ingresso na instituição.A UnB ainda não definiu qual será o percentual a ser adotado na próxima seleção. Embora o mínimo previsto para o primeiro ano de implementação da norma seja de 12,5% das vagas destinadas aos alunos que tenham cursado integralmente o ensino médio nas escolas públicas, é possível chegar a até 25% neste primeiro momento. “Vamos discutir no Conselho de Ensino e Pesquisa (Cepe) as melhores medidas a serem adotadas”, afirmou o decano de Ensino e Graduação da UnB, José Américo Soares. Outro ponto a ser discutido pelo colegiado é o fim das cotas raciais, implantadas há oito anos na instituição (leia Memória).De acordo com o estabelecido pela lei, não é possível conciliar as duas políticas afirmativas. As cotas passariam a ser sociais, com a inclusão de negros, pardos e indígenas e o recorte principal voltado para a escola pública de ensino. Isso exclui os afrodescendentes de instituições privadas. Logo, das 4.184 vagas previstas para o 1º vestibular de 2013 e para o Programa de Avaliação Seriada (PAS), 523 seriam para todos os citados no documento, se adotados os 12,5%. Antes, do total de vagas para o vestibular universal, 421 oportunidades estavam reservadas apenas ao Sistema de Cotas para Negros.
As inscrições nos parâmetros antigos começaram em 20 de setembro. Ainda deve ser estabelecido um meio para que os cadastrados possam fazer alterações no modo de ingresso. “Não haverá prejuízo. Nos reuniremos amanhã com o Centro de Seleção de Promoção de Eventos (Cespe) para começar a definir alguns parâmetros”, completou o decano. Porém, as decisões finais só sairão após ser lançado o decreto do MEC com as definições. As provas devem ser aplicadas nas datas prováveis de 8 e 9 de dezembro.

 

Esta foi uma semana tensa para os alunos das escolas particulares e não poderia deixar de expressar minha opinião como professor. Como você pode ver nas manchetes acima, o sistema de cotas já entraria em vigor em 2013.

Ele é certo? É errado? Como funcionaria? Não sou profeta tampouco vidente, mas baseado na minha experiência de 17 anos de docência acho que é mais um erro cometido pela UnB e pelo MEC. A UnB, mesmo sabendo que seria obrigada a implementar as cotas, resolveu abrir as inscrições para em seguida suspendê-las. Por quê? Só posso atribuir esta decisão à incompetência que vem imperando no CESPE desde o escândalo dos concursos fraudados, que custou o cargo da cúpula do CESPE na época. O CESPE ultimamente tem me lembrado uma figura mitológica: A medusa. Explico. São várias cabeças se batendo e que não chegam a lugar algum. Não é de hoje que o CESPE vem cometendo erros seguidos no vestibular e PAS. Gabaritos errados, editais com falhas, datas não respeitadas, adiamentos, mudanças abruptas em conteúdos avaliados, conteúdos cobrados em etapas diferentes (PAS), informações incompletas e desatualizadas no Portal (quando não está fora do ar), dentre outros. Parece até que o responsável por tudo isso é o funcionário do cafezinho.Ele faz o café, atualiza o portal e faz os editais e gabaritos. 🙂

Quando o sistema de cotas raciais foi implementado na UnB, possível graças à sua autonomia, vimos situações impensáveis. Erros seguidos de mais erros. Eu era professor em um famoso e extinto curso preparatório para vestibular (NDA) e pude vivenciar as experiências mal sucedidas do CESPE. Primeiro, você se declarava negro e participava de uma sessão fotográfica em uma fila interminável, que compreendia todos os candidatos a uma vaga pelo sistema de cotas raciais. Como fotógrafo, posso garantir que consigo deixar branco o Samuel L. Jackson com a iluminação certa. Resultado? Pessoas brancas entrando nas cotas raciais e irmãos gêmeos envolvidos na bizarra situação em que um é aceito e outro não. Isso mesmo. Após a imprensa noticiar o fato, o outro acabava sendo aceito. O detalhe é que isso não ocorreu apenas uma vez. Outro erro ocorrido nesse processo estúpido eram os alunos que semanas antes da sessão fotográfica faziam uso de cremes bronzeadores e sessões de bronzeamento artificial. Tive duas alunas que o fizeram e passaram pelo sistema de cotas. Eis que, em um belo dia, alguém no CESPE resolve usar a cabeça e realizar uma entrevista após a divulgação do resultado, apenas com os aprovados pelos sistemas de cotas, criando um banco de dados para os já considerados “afro- descendentes”.
Em resumo, pessoas consideradas afro-descendentes com poder aquisitivo tinham acesso à UnB, bem como alguns que pertenciam a classes menos favorecidas. A diferença era que, enquanto os primeiros estavam listados nos cursos mais concorridos da Universidade, os demais acabavam em cursos mais teóricos, como Pedagogia, Administração, Ciências Sociais, dentre outros. Como assim? Quanto você acha que custa um livro de Direito ou de Medicina? E o material prático de Odontologia? Pessoas com baixo poder aquisitivo e sem nenhum apoio do Estado não tinham condições de dar continuidade a um curso com custo elevado. Resultado? Evasão. Alunos de baixa renda oriundos de um sistema de ensino público deficitário, ineficiente e repleto de greves de professores (desmotivados e que visam apenas um salário maior e menos trabalho, como todo funcionário público) não tem condição de acompanhar um curso superior, pois são impedidos de trabalhar para ajudar nas despesas de casa, pois os cursos diurnos são integrais enquanto os noturnos exigem que o aluno tente corrigir essa deficiência de conteúdo sozinho, enquanto trabalha durante o dia. O resultado desta equação é sempre o mesmo: uma universidade elitista frequentada por alunos de escolas particulares. Raros são os alunos de escolas públicas que, por mérito e esforço próprio, conseguem concluir um curso superior concorrido.
O que você acha que vai acontecer agora? Na minha modesta opinião, a UnB, que está atualmente na oitava posição no ranking das Universidades Federais brasileiras, vai cair ainda mais. A explicação não é tão simples, mas tentarei simplificar. Atualmente, a UnB enfrenta dois problemas sérios: a imaturidade e a falta de pré-requisitos teóricos. O primeiro problema é justificado pelo fato de que os alunos estão entrando na Universidade a cada dia mais jovens, sem a maturidade necessária para ocupar uma cadeira na Universidade. Comportam-se em sala como alunos de Ensino Médio e deixam os professores em uma posição até então inédita, tendo que chamar a atenção e até mesmo retirar alunos de sala. Boa parte desse problema começou em 1996 com a criação do PAS, mas piorou recentemente em virtude da facilidade de acesso à Universidade em função do aumento no número de vagas, o que diminuiu o caráter seletivo das provas
O segundo problema é bem mais complexo. Preocupada com o investimento federal em programas como ProUni e FIES, a UnB da noite para o dia promoveu o milagre da multiplicação das vagas, criando novos cursos e ampliando o número de vagas dos cursos já existentes. Resultado? De acordo com o último Boletim Informativo sobre o PAS 2010, o número de vagas não preenchidas em virtude de candidatos desclassificados foi assustador. Vale lembrar que este foi o último boletim deste tipo publicado, o que acredito ter ocorrido por vergonha dos dados nele contidos.
O número de vagas remanescentes no PAS e no Vestibular aumenta a cada ano, chegando à quase totalidade de alguns cursos. Os candidatos não vem conseguindo classificação, ou seja, obter o mínimo de conhecimento necessário para ingressar em uma Universidade. Vagas estas que fazem a felicidade do MEC, pois passam automaticamente para a análise da pontuação do ENEM. Os candidatos aprovados nos cursos novos e menos concorridos tem acesso à Universidade com notas vergonhosas, semelhantes às obtidas nas faculdades particulares.
Tudo isso é refletido na qualidade do Ensino Superior, que vai absorver, em metade das vagas, alunos oriundos de um sistema de ensino notadamente ineficiente, conforme o último resultado divulgado pelo MEC, no qual a melhor escola pública do DF é o Colégio Militar de Brasília. Hoje, além do alto índice de reprovação em matérias de Exatas, como Cálculo, temos também a reprovação em disciplinas como LPT – Leitura e produção de textos, o que prova que no sistema atual os alunos chegam à Universidade sem saber calcular, interpretar e produzir textos acadêmicos. Graças a esta infeliz realidade, a UnB se viu obrigada a estabelecer questões abertas e aumentar a importância da redação, o que para mim não surtirá qualquer efeito nos cursos de maior concorrência e irá aumentar o número de alunos desclassificados nos cursos menos concorridos.
O Estado brasileiro quer democratizar o acesso às Universidades Públicas? Basta investir na qualidade do Ensino Fundamental e Médio por meio do aumento de recursos, melhoria da infra-estrutura das escolas e estabelecimento de metas para os professores, que seriam fiscalizados e poderiam ser demitidos por desídia. Assim, resolvemos o problema. Outra questão mais ampla é o número insuficiente de escolas técnicas no país. A indústria precisa tanto de engenheiros quanto de profissionais treinados para operar máquinas, mais complexas a cada dia.
Citando a Alemanha, que conheço com maior profundidade, posso citar o fato de que as melhores escolas e universidades alemãs são públicas e é o desempenho do aluno que o direciona para o ensino técnico ou acadêmico. Dessa forma, podemos permitir que o Brasil cresça da forma correta e não com medidas assistencialistas e irresponsáveis – marcas registradas dos “desgovernos” do PT.
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Educação

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