Aug 31, 2007
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E morre o meu “Primeiro Emprego”

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Assim como várias iniciativas populistas, sem planejamento e sem qualquer coordenação, morre oficialmente o programa do governo Federal “Primeiro Emprego” que previa incentivos para empresas que contratassem jovens aprendizes. O programa está oficialmente cancelado a partir do planejamento de 2008, no qual perderá sua destinação de recursos e será enterrado ou, segundo o Governo Federal, será incorporado a outro programa existente :).
O “Bolsa-escola”, que foi um programa originado no Distrito Federal, pelo então governador e ex-petista Cristóvão Buarque, era um programa que previa uma ajuda financeira mediante uma contrapartida. A condição para receber a ajuda era que os filhos estivessem na escola, freqüentando as aulas. Caso contrário, o benefício seria suspenso. O governo de FHC tratou de expandir isso pelo Brasil, transformando no “Bolsa-Família”, enquanto nosso “presimente” tratou de retirar as contrapartidas e transformar em uma ferramenta de compra de votos oficial, atendendo à funcionários públicos das prefeituras, amigos de políticos, dentre outras pessoas que definitivamente não tem necessidade, além de dar ao candidato Lula 61% dos votos na última eleição.
Com certeza este é um programa que nunca perderá recursos, pois visa garantir os votos das regiões Norte e Nordeste do país, que são grandes colégios eleitorais e cuja população possui o menor índice de alfabetização do país. O programa “Primeiro Emprego” morreu antes de nascer por nunca ter sido uma prioridade, apesar das promessas em contrário, pois além de não ter regras claras para que os empresários pudessem empregar jovens aprendizes, a proposta trazia mais burocracia que vantagens. Claramente foi uma maneira que Lula encontrou de mostrar que tentou implementar o programa, mas sabemos que este nunca foi seu interesse, assim como a criação de 10 milhões de empregos em seu primeiro mandato. Promessas, promessas e mais promessas foram sua plataforma para garantir a reeleição, das quais ele escolheu qual a proposta mais fácil de cumprir. E adivinhe qual foi? O “Bolsa-esmola”, cuja execução é baseada apenas em abrir os cofres públicos e dar dinheiro indistintamente.

Que isso acabe em 2010!

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Cotidiano

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