Dec 3, 2007
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E o inacreditável acontece!

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Pela primeira vez em nove anos e depois de vencer 10 eleições consecutivas, o presidente Hugo Chávez sentiu a dor da derrota, quando sua proposta de reforma constitucional foi rechaçada por 51% dos venezuelanos, neste domingo, 2 de dezembro.
À 1h30 da madrugada desta segunda-feira, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, anunciou “a vontade soberana do povo”, no primeiro boletim oficial de resultados, com 4.504.574 de eleitores dizendo “Não” ao bloco A do projeto de modificação da Carta Magna, em que figuravam mudanças como a releição ilimitada e assentava as bases de um modelo político e econômico socialista, contra 4.379.392 que disseram “Sim”.
Mas se você, leitor, acha que isso é suficiente para deter os planos de dominar o mundo, ao estilo Pink & Cérebro, de Hugo Chávez, está enganado. Apesar de admitir a derrota, ele o fez de forma a minimizá-la, e aí vem a parte preocupante, usando o termo “derrota temporária” e “vitória pírrica” (obtida a alto preço e que causaria prejuízos) e dizendo que ele “não queria um resultado assim”.
Chávez assegurou que ainda que “por ora não pudemos” colocar as bases de um sistema socialista, a idéia persistirá em suas intenções, ainda que não tenha esclarecido qual seria a via, pois “a proposta segue viva e não morreu (…). Seguiremos trabalhando, faremos um esforço maior para lograr a máxima inclusão social, a igualdade do sistema, e buscaremos uma maneira (para isso)”.
Resta a ele ainda a possibilidade de recorrer ao que lhe outorga o artigo 349 da Constituição Venezuelana e convoque uma Constituinte, para redigir um novo texto fundamental, como fez Evo “Biruta” Morales em um quartel do Exército Boliviano, em sua tentativa de também se perpetuar no poder.

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Esse foi apenas mais um episódio da série Hugo “Cérebro” Chávez e Evo “Pink” Morales.

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América Latina

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