Jan 5, 2010
30 Views
0 0

Escócia “on the rocks”

Written by
[photopress:glas.jpg,full,centered] O que posso dizer de Glasgow? Digamos que não seja propriamente uma cidade turística. Percebi isso ao chegar ao aeroporto, onde não existia o tradicional guichê de informações para os turistas. E claro que não ia perder a oportunidade de conhecer a cidade do modo “com emoção”. Tratei logo de pegar um ônibus. Munido de um mapa e de meu velho companheiro de viagem – o GPS (agora na versão celular), tratei de descobrir onde deveria descer. Para minha surpresa, no ponto final. O Hotel ficava a apenas duas quadras dali. Só não foi mais divertido pelo gelo na calçada, que dava uma emoção adicional na caminhada. Adicional e desnecessária. E não, eu não caí. Minha coordenação motora ainda está em perfeito funcionamento. Cheguei ao Hotel Thistle Glasgow finalmente e minhas expectativas foram superadas. O quarto era perfeito. Banho quente e relaxante e desfazer as malas. Ainda conversei um pouco no MSN e Skype e tratei de conhecer a cidade.
Ontem pude ver pela primeira vez um cinema vertical. Imagine o Cinemark do Pier em uma versão de 8 andares, com 18 salas de cinema. O que assisti? Sherlock Holmes. Posso dizer que o filme tem tudo para ser um “blockbuster”. Ação, ficção e, é claro, um pouco da historia de Londres são o recheio desse bolo, coberto por um elenco de primeira linha. Do ultimo andar posso ter uma visão completa do centro de Glasgow. O cinema era impecável e o filme perfeito, o que me abriu o apetite para uma refeição excepcional escocesa, repleta de cogumelos fritos, peixe e algumas outras iguarias. Nevou a noite inteira.
São 11:18 e aqui estou eu em um trem fugindo do frio de Glasgow em direção a Edimburgo. A viagem dura cerca de 55 minutos, tempo suficiente para ler mais dois capítulos de Símbolo Perdido. O que me fez parar de ler? Cheguei exatamente no capitulo em que Dan Brown fala sobre Metafísica. Começa o momento reflexão. Tenho uma grande admiração pelo Conhecimento em todas as suas formas e a Metafísica me desperta uma fascinação indescritível. Após ler Quem Somos Nos e O segredo, a cada dia acredito mais nos princípios que regem a Metafísica. Nossa mente e capaz de coisas inimagináveis. Por que isso me ocorreu agora? Bem, aqui estou eu em um trem com um Sol ofuscante e uma paisagem espetacular, coberta de neve, repleta de montanhas. E como cheguei ate aqui? De avião, e claro. Brincadeira. 🙂 Simplesmente acreditando que posso fazer qualquer coisa e estar em qualquer lugar. Cheguei a um estagio em que as coisas acontecem pelo fato de querer que elas aconteçam. Tem sido assim há alguns anos, quando passei a dar valor as coisas que realmente tem valor. Filosófico? Um pouco. Mas se estivessem vendo o que eu estou vendo, também estariam assim. Ler o livro é como comer um delicioso chocolate ao leite suíço ou degustar um bom vinho, tem que ser feito devagar e aos poucos, apreciando cada momento e refletindo sobre ele.
Pensando nos objetivos para 2010, confesso que irei fazer um adendo – destacar um tempinho para ler mais e conhecer mais sobre o assunto. Talvez seja este o tema da próxima viagem. Tibet, quem sabe? Sinto falta de um pouco mais de auto-conhecimento e talvez a cultura oriental possa me proporcionar isso. E musica, nos planos de 2010 existe um espaço reservado para o conhecimento musical. Minha mente me forneceu uma peca de um quebra-cabeças em Londres que ainda não consegui encaixar, mas sinto que o farei nos próximos dias. Mas estou divagando…
Cheguei. Estacao Edinburgh Waverley. Agora, é desligar o notebook e conhecer a cidade.
[photopress:ed2.jpg,full,centered] De volta ao trem. Alguns quilômetros de caminhada pela cidade, uma centena de fotos ou mais, uma refeição perfeita no Hard Rock Café e missão cumprida.
O que dizer de Edinburgh? Tudo de bom! Eu poderia ate fazer uma comparação para ilustrar melhor a diferença das duas cidades. Edinburgh esta para o Rio de Janeiro assim como Glasgow esta para Ribeirão Preto. Pronto. Em Glasgow, a sensação é: “Você é turista? Problema seu!”. Em Edinburgh a coisa é diferente: “Você é turista? Seja bem-vindo. Tome um mapa com os principais pontos turísticos da cidade.” Percebeu a diferença?
Edinburgh tem uma infra-estrutura completa e definitivamente é uma cidade turística. Restaurantes, bares, lojas de souvenires e castelos, muitos castelos e museus. Minha sugestão é que venha no verão. Conversando com a moca da gift shop, que me perguntou de onde eu era por não conseguir pronunciar meu nome (brincadeira que durou uns 2 minutos), fiquei sabendo que nunca havia feito tanto frio aqui nos últimos anos. Ponto para o aquecimento global. Assim, se não quiser sofrer com o frio e curtir mais o dia (que fica maior no verão) a época é julho. Quanto a mim, eu não posso comparar meu senso de diversão distorcido com o de ninguém. Afinal, caminhar na neve ainda é uma diversão pra mim. Já estou até me acostumando a ver o Sol nascer as 8:30 da manha e se por as 4:30 da tarde, descrevendo um pequeno semi-circulo, em um único lado do céu ao invés de um semi-circulo que estamos acostumados. Sei que uma imagem fala mais que mil palavras, mas ainda assim uma imagem não é suficiente para ilustrar o que foi passear por Edinburgh. Odores, sons e as varias sensações do caminho não podem ser visualizadas, apenas sentidas. E para isso, você deve vir aqui. Não é possível fotografar todos os lugares, mesmo sem o uso do flash. Assim, algumas imagens ficaram apenas na minha mente. Fico por aqui.
[photopress:Edinburgo.jpg,full,centered]
Article Tags:
Article Categories:
Viagens

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *