Jan 4, 2010
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Londres, uma cidade incrivel

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Aqui estou eu, matando o tempo no Aeroporto de Gatwick, esperando a hora do vôo. Sem nada pra fazer além de ler mais algumas paginas do Símbolo Perdido, do Dan Brown. Assim, aproveito para escrever sobre minhas considerações de Londres.
Em primeiro lugar, a diversidade de etnias não me surpreendia assim desde Paris, onde você encontra pessoas de todo o mundo. Mas nada, até agora, se compara a Londres. Restaurantes, lojas e pessoas do mundo todo, separadas pelos diversos bairros da cidade. Compras na Picadilly Circus e diversão no SoHo são alguns programas obrigatórios. O metro funciona tão bem quanto o de Paris, ligando toda a cidade por cima e por baixo. A melhor opção e comprar um London Pass Ticket das zonas 1 e 2 (maior parte da cidade) pelo tempo que for ficar por aqui. Dessa forma, pode ir e voltar quantas vezes quiser nesse período.
O legal de viajar dessa forma, sem muito planejamento, e levar ao extremo seu poder de adaptação, algo que pra mim e uma necessidade. Existem pessoas que gostam da tranquilidade, de ter alguém esperando no aeroporto, de saber tudo o que vai fazer, quando e onde. Eu sou o inverso de tudo isso, não consigo dormir sabendo como será o dia de amanhã. Não tem graça, não me completa. Só decidi meus destinos 2 semanas antes de viajar. Assim, se tem uma idéia do que fazer, mas só sei quando e como quando chego na cidade. Adoro isso.
A diversão começou no Aeroporto de Stansted, no norte de Londres, por onde entrei no Reino Unido vindo da Alemanha. Imigração. A novela começa. Apenas eu e alguns japoneses no lado dos não-europeus. Explico. Existem 2 tipos de guichê: EU citizens ou Non-EU citizens (meu caso). Tenho uma técnica para limitar essa “entrevista” ao mínimo. Em resumo: eles querem avaliar se você e ou não um possível imigrante. Normalmente, não tenho problemas em virtude do meu passaporte ter uma generosa coleção de carimbos de entrada e saída, mas dessa vez acho que o policial estava carente. De onde você e? Como se o passaporte não dissesse isso. Amigos em Londres? Não. O que você faz no Brasil? Essa me irritou. Quer saber? Comecei com Professor de Matemática, passei pelo mergulho, Paraquedismo e quando eu estava me empolgando em explicar o que era um parapente, ele foi vencido pelo cansaço e me deu boas-vindas ao Reino Unido. Tudo bem que usei minha cara cínica #3 (o que só faço em raras ocasiões) como um turista feliz que não se importaria em conversar com ele a manha inteira. Ele durou 2 minutos. 🙂
Mas minha chegada a Londres foi literalmente fria e úmida. Chovia e fazia muito frio quando cheguei a Bayswater Station, a 50 metros do meu hotel. Os espaços em Londres são bastante disputados e caros, o que pude perceber ao chegar ao hotel. Embora bastante confortáveis, todos os espaços do quarto eram otimizados. Fiquei imaginando como seria um quarto em Tokio. O Hotel fica em Bayswater, um bairro tranquilo e cheio de imigrantes de todo o mundo. O detalhe e que eles nao gostam de saber qual e a temperatura. Durante toda a jornada eu nao vi nenhum termometro, como no Brasil. Saber a temperatura aqui e um exercicio complicado via radio, tv ou Internet.
Minha descoberta do dia foi no campo dos celulares, lá estava eu indo para uma loja comprar um chip Vodaphone quando passo por uma loja de um paquistanes com celulares xingling e chips de todas as empresas. Por que parei? Bem, a loja Vodaphone quase vazia e a do paquistanes, bombando. Ora bolas, o povo e o melhor termômetro que existe. Entrei. Ao chegar no balcão, perguntei se ele tinha um chip pré-pago Vodaphone e logo fui desencorajado a compra-lo. Brasileiro? Parece que estava escrito na minha testa. Sim, sou brasileiro. Compre o chip da Lebaron, e muito mais barato ligar para o Brasil com ele – enfatizou o vendedor de forma persuasiva. 10 libras. Por que não? Nas letrinhas miúdas e pelo que ele vendia de chips dessa companhia dava para sacar o slogan “Lebaron – A escolha #1 dos terroristas”. Ok, coloquei o chip e “voilá” – tudo funcionando perfeitamente. Hora de testar, liguei pra minha mãe no Brasil, minha irmã na Alemanha, pra Xuxa, pro Obama e os créditos não acabavam. O que e isso? Ainda estou com a mesma recarga de quando cheguei e ainda faltam 3 libras de credito. Entendi o porque da popularidade.
Conheci todos os principais pontos turísticos da cidade, do palácio de Buckinhan ao London Eye, passando pelo Big Ben, London Bridge, Millenium Bridge e terminando com um passeio pelo Rio Thames. Esbarrei com um grupo de 2 australianas e um 1/2 australiano (longa historia) que foram meus companheiros de viagem desde o Ano Novo. Muitas historias, mas isso vai para minha biografia :). Vao ter que comprar pra saber.
E assim, vou comer alguma coisa e mergulhar no Símbolo Perdido ate a hora do vôo e, e claro, gastar mais alguns creditos.[photopress:copia.jpg,full,centered]
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Viagens

Comments to Londres, uma cidade incrivel

  • Oiii…
    eu estava precisando de informações sobre Londres e acabei encontrando sua história que me ajudou esclarecer várias dúvidas.. muito legal vc ter registrado aqui..
    obrigada…. e boa sorte

    kel December 26, 2010 2:33 pm Reply
  • Londres é fantástico ! Uma mistura do antigo com o moderno.Ao contrário do que alguns dizem, os ingleses são super gentis.Apesar de ser um fã da Hungria, acho que a Inglaterra é o ícone da Europa. Vale a pena visitar os castelos de Warwick e Leeds, uma viagem no tempo inesquecível. Em Londres, apesar da net, ainda vale a pena ir em lojas de cd´s, pois tem materiais que não são vendidos em lugar nenhum, inéditos de Amy Winehouse, Duran Duran, Depeche Mode, materiais diferentes dos Beatles, Lado B proíbido do Duran Duran como Girl Panic 2011 e Girls on Film 1981…etc…….

    Carlos Rovath Cesar February 15, 2012 2:36 pm Reply
  • LONDRES É INCRÍVEL, PENA QUE A INGLATERA E A NORUEGA SEJAM TÃO CARAS. COINCIDÊNCIA, POIS FUI A LONDRES SÓ PARA VER O GRUPO DURAN DURAN, E DEPOIS DISSO O GRUPO VEIO AO BRASIL EM 2008/ 2011 NO SWU E DEPOIS EM 2012, DE NOVO.

    Rodrigo June 15, 2012 9:51 pm Reply

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