May 26, 2010
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Lost…Finalmente acabou

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Para o bem de todos e felicidade geral e intelectual da nação, finalmente, acaba Lost – a série mais “sem noção” da história. Lost acabou em sua sexta temporada, contabilizando um total de 121 episódios soltos como a fumaça preta. 🙂
Tudo começou com uma grande divulgação sobre uma série de ficção que se passava numa ilha deserta. Eu sou fã de ficção científica, um verdadeiro “trekker” e não resisti ao desafio de assistir o primeiro capítulo, que é onde as séries provam se serão boas ou ruins. Fiquei animado: linguagem não linear, bom elenco, roteiro interessante, bons efeitos e a história tinha potencial. Vou assistir!
EU ESTAVA ERRADO! A série tinha tudo isso, menos o mais importante: a SÉRIE NUNCA TEVE UM ROTEIRO. Só percebi isso na 2ª temporada. O que alguns chamam de roteiro eu denomino “colcha de retalhos”. Explico. Adoro ler. Quando você compra um livro, como o meu último Símbolo Perdido, a história está lá, imutável. Gostando ou não o final já está escrito e você não pode mudá-lo. Cabe a mim tentar prevê-lo, analizando, pensando, seguindo as pistas, para que apenas no final eu descubra se estava certo ou errado e se gostei ou não do livro. Todas as trilogias, quadrilogias, hexalogias e n-logias (Harry Potter) de sucesso seguiam um roteiro previamente escrito, como em Star Wars, ou um bom livro, como em Senhor dos Anéis. Você pode mudar uma coisinha aqui outra ali, mas não pode mudar o final, ou a forma com que ele se desenrola.
Entretanto, Lost seguiu outro tipo de roteiro: o reteiro de novela brasileira. Como assim? Quem disse que novela brasileira tem roteiro? Nem chega perto disso. Explico novamente. Eles juntam um bom elenco. Tá bom, bom não, conhecido. Eles juntam um elenco famoso, pegam uma história qualquer do momento, recheia com polêmicas (racismo, homossexualismo, bissexualismo, traição, deficiência física, doenças, dentre outros) e pronto. Está lançada a novela. E o roteiro? Está na cabeça de quem o escreveu. Dependendo do andamento da novela e de seu índice no IBOPE, personagens desaparecem ou são mortos, outros secundários ganham destaque, protagonistas viram secundários e assim por diante. Tudo depende da audiência. A audiência aumenta quando entra Maria, a filha da empregada (gatíssima e futura capa da Playboy)? Maria agora ganha mais cenas. O protagonista não cativa o público? Manda ele pra Índia, pro Japão, sei lá…
Dessa forma e por estas características é que não suporto novelas, por achar que não fazem sentido e não vão requerer de mim nem um mísero neurônio para acompanhar a história. Ai você me pergunta, qual é o problema? E eu respondo: nenhum. As novelas são feitas dessa forma mesmo. Imagina o que ia acontecer se fosse diferente. Você perdeu a primeira semana: Já era. Vai passar 6 meses sem entender nada. As novelas são criadas para que os capitulos anteriores não façam falta no entendimento da história. Daí você pode começar a “seguí-la” quando quiser.
Mas o que esse “preâmbulo novelístico” tem a ver com a serie Lost? Tudo. Lost foi uma série que se transformou numa novela de ficção científica. Só que uma de péssima qualidade. Sou um fã de Arquivo X, que durou 9 temporadas e posso dizer que assisti cada episódio (alguns até mais de uma vez) e tenho todas elas em DVD. X-Files teve seus episódios fracos, mas no caso de Lost as temporadas é que foram fracas. Tenha dó. O elenco rotativo e politicamente correto tinha negros, asiáticos, latinos, iraquianos, australianos, ingleses, cadeirantes, grávidas, magros, gordos, fumaças, ursos e até um brasileiro 🙂 (Rodrigo Santoro em sua participação relâmpago).
Não espere que eu vá ficar aqui, falando sobre a série, pois eu não vou. Não gostava e fiquei muito feliz que acabou. Sigo a máxima “Leia todas as placas, mesmo que não as siga” e tive que assistir algumas temporadas para tentar entender algumas peças-chave, pois o assunto me fascina. Em vão. A série nunca fez sentido, a Dharma é uma piada de mau gosto, a ilha é um lugar lindo que pretendo conhecer um dia (cansei de assistir episódios com o “mute” da TV ligado enquanto trabalhava só pra curtir o visual da ilha) e o roteiro é uma colcha de retalhos que muda de acordo com a audiência da ABC americana.

Concluindo, o que foi Lost pra mim? Responderei com uma receita.

  • Pegue um elenco de mulheres lindas (loiras, morenas, ruivas, …) e homens atraentes (se você curte)
  • Pegue o roteiro e jogue fora (não vai mesmo precisar dele)
  • Junte tudo isso a um cenário paradisíaco (Hawai)
  • Junte passado, presente e futuro.
  • Adicione experiências com o átomo, misticismo, espaço-tempo, linguagem não-linear
  • Ponha tudo no liquidificador e bata por 6 longos e intermináveis anos.
  • Está pronto.

Perdido? Bem-vindo a Lost!

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TV

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