Jan 11, 2011
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Lula: O Legado

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Qual seria o legado deixado por Luís Inácio LULA da Silva?

Pensei muito sobre isso outro dia e minha conclusão foi meio abstrata. Contudo, mesmo abstrata, acho que uma boa definição seria: Letargia Moral.
Votei em Lula no primeiro turno acreditando na bandeira “a esperança vencerá o medo” e não me sinto um idiota por isso. É muito fácil emitir uma opinião autocrítica de que eu fui idiota, mas quem votou nele não foi o Lenilton de hoje, foi o Lenilton de 9 anos atrás, cheio de ideais, ideologias e, acima de tudo, esperança. Hoje, não acredito mais em muita coisa em que acreditava na época e devo essa maturidade política a Lula e ao PT. O que você esperaria de um homem humilde, um metalúrgico, de um partido de esquerda, cheio de propostas e boas idéias quando chegasse ao poder? Que ele, no mínimo, pensasse em seus iguais e lutasse para tornar real seu programa de governo. Ele fez isso? Nem chegou perto. A máxima de Lord Acton “o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”, que para mim era apenas mais um clichê se mostrou a principal característica da esquerda no poder. Ditadores como  Laurent Gbagbo, da Costa do Marfim, interessados no poder e no dinheiro que ele pode proporcionar me assustam. Contudo, ditadores ideológicos como Hugo Chavez me assustam ainda mais, pois ele realmente acredita ser a única pessoa capaz de fazer de seu país um lugar ideal, segundo seu modelo bolivariano de sociedade perfeita. Eles são como fanáticos religiosos.

Lula não foi um ditador. Mas, será que gostaria de ser? Embora ele não tenha pessoalmente proposto a possibilidade de um terceiro mandato, ele também não fez muito esforço para combater a idéia. A imagem do metalúrgico que chegou ao poder pode até ser linda na telinha ou na telona, mas na prática não foi bem assim. Ele ganhou a eleição. A esperança venceu o medo e a corrupção venceu a esperança. Mas, e depois? Além de transformar seus filhos em milionários e viajar por todo o mundo, conseguindo até cidadania italiana, o que mais ele fez? Não por ele, mas pelo Brasil? Eu sei o que ele prometeu que faria. Não lembra? Eu te ajudo a lembrar…

 

 

O primeiro mandato foi definido pelo “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Petistas incompetentes inchando o Estado como, usando seu bordão, “nunca antes na história deste país”; o Mensalão, que na cabeça dele nunca existiu; os escândalos; a taxa de juros sempre criticada por ele; o fator previdenciário; a CPMF, dentre outros e, finalmente, sua ignorância. Ignorância? Como assim? A ignorância que ele sempre demonstrava quando um dos seus era pego roubando, desviando ou fazendo algo ilícito. “Não sei, não vi e quando cheguei já estava assim”. Ele me lembrava a cada dia mais o Homer Simpson. Essa lição ele aprendeu nesses 12 anos em que não trabalhava, estava sendo preparado, pois sua profissão era: candidato à Presidência

 

 

A metáfora que eu usaria seria a do cachorro vira-latas que você pega na rua, cuida, trata e quando você mais precisa dele, ele te morde e trai aquilo que existia de mais precioso na relação: a confiança, agindo de forma muito pior do que aqueles ditos “de pedigree”, dos quais este comportamento era esperado. Era o PT – Partido dos Trambiqueiros, dos corruPTos, mostrando sua verdadeira cara quando finalmente chegava ao poder.

E os problemas do Brasil: Educação, Saúde, Segurança, Infra-estrutura e Transportes? Continuavam todos indo de mal a pior. Denúncias? Escândalos? Deixa o homem trabalhar! E assim terminava o primeiro mandato, onde a tática para permanecer no poder era o medo, como fez George Bush com o terrorismo: A oposição vai acabar com o bolsa-família, com o serviço público, vai vender a Petrobrás… A Petrobrás… Um capítulo a parte na história de Lula, usada para fazer média na América Latina quando, depois de investir 3,5 bilhões de dólares na Bolívia, a Petrobrás teve suas usinas nacionalizadas por Evo Morales, sem a devida resposta diplomática. Usada como cabide de empregos e como cofrinho para os desvios e superfaturamento, como o que o TCU foi impedido de interromper, ela sempre foi a menina dos olhos de Lula, embora o preço da gasolina no país seja um dos maiores da América do Sul. TCU? Sim, o Tribunal de Contas da União, que Lula criticou e que queria enfraquecer, diminuindo seu poder de fiscalização. Coisas da Imprensa.

A imprensa. Esta também merece destaque na era Lula – defendida quando elogiava e atacada quando denunciava. Atacada ao ponto de merecer uma legislação especial, uma regulação. Censura? Não. Ele sempre foi contra a censura. Mas, segundo ele, cabe a Justiça apurar os fatos e à Polícia Federal investigar. E o papel de denunciar e fiscalizar? De ninguém. A imprensa deve apenas noticiar os fatos.

E começa o segundo mandato, marcado por mais escândalos, pelo casamento definitivo com o PMDB na defesa de José Sarney, pelas formas cada vez mais criativas de desviar o erário público e pelo PAC.
E o que foi mesmo o PAC? Um conjunto de obras (algumas sem licitação, em funcão da “urgência” e “necessidade”) das quais pouco mais de 20% ficou pronta e foi entregue dentro do prazo, mas que NENHUMA foi ou será entregue dentro do orçamento inicial estipulado. O que você acharia se contratasse um empreiteiro para contruir uma piscina na sua casa e ele fizesse um orçamento de R$50.000,00 e prometesse entregar a piscina pronta em 2 meses. 6 meses depois, a piscina não está pronta e para concluí-la agora serão gastos R$100.000,00? É assim que obras são feitas no Brasil! Você reclamaria? Claro que sim. E por que não reclama no caso de obras públicas? Porque o dinheiro não é seu, certo? Adivinha, tolinho/a! Ele sai dos seus impostos, que correspondem a quase 1/3 do seu salário. Em 1991, o brasileiro trabalhava 90 dias por ano para sustentar o governo. Em 2001, eram 130. E em 2010, o que Lula fez para mudar esse quadro que ele tanto criticava? Terminamos 2010 com 148 dias. Se você não entender, vai rolar o “Momento Weslian Roriz”. Olha só: de 1º de janeiro até 28 de maio de 2010, TODO o seu salário era apenas para pagar os impostos. A partir desta data, o dinheiro passa a ser seu. Entendeu? Agora olha como está o ranking de impostos no mundo e compare com os serviços oferecidos a você pelo Estado.

 

 

PAÍS DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR IMPOSTOS
Suécia 185
França 149
Brasil 148
Espanha 137
EUA 102
Argentina 97
Chile 92
México 91

 

 

Nesses oito anos, Lula e seus subordinados criaram novas maneiras de pilhar os cofres públicos e atualizaram algumas antigas também. Como se desvia dinheiro no Brasil? Vejamos… Na Saúde, você deixa acabar e compra superfaturado com dispensa de licitação. Nas obras, você ganha a licitação, deixa a obra de molho por um tempo, deteriorando-se por chuva, atraso nos repasses ou outro motivo e depois faz um contrato aditivo pra cobrir as diferenças (normalmente, o aditivo é igual ou maior que o contrato licitado). As agências reguladoras também são verdadeiros postos de captação de propinas: ANATEL, ANAC, ADASA, ANA, ANEEL, ANP, etc… Fora as agências, Lula também usou as antigas Petrobrás, Infraero e ECT (Correios) – empresas estatais mais difíceis de fiscalizar.
E não podemos esquecer dos grandes eventos. Como auditar um show? Como dizer se o cache de um artista está ou não superfaturado? Quanto pagar para Claúdia Leite? E para Eldon & Alfredo? Como medir? Exatamente, não há como fazer isso. E é por isso que esta foi uma das modalidades usadas para desviar dinheiro público no Executivo e até no Legislativo nos últimos anos.



Concluindo, Lula conseguiu nesses longos oito anos “anestesiar” a moralidade brasileira com a quantidade e diversidade de escândalos, criando estágios de resposta quando eles aconteciam. Nessa ordem:

  • * Não podemos acusar uma pessoas sem provas! Isto é leviano!
  • * Vamos apurar os fatos agora para ver se é isso mesmo, mas não podemos afastar quem quer trabalhar!
  • * Se isto for realmente comprovado na Justiça, as pessoas tem que sofrer com as conseqüências de seus atos.
  • * E o grand finale: A gente não pode se responsabilizar pelos atos dos outros! (o detalhe é que ele mesmo escolheu “os outros” para o cargo)

A coisa chegou a um ponto (desvios, escândalos, denúncias) que o lema de sua campanha era “Deixa o homem trabalhar”, que podia ser lido como “Pára de ficar falando em desvios, escândalos, esquece tudo isso. Não tem a menor importância. Deixa “o homem” trabalhar em paz!”. Ele é o cara. E assim, a população brasileira foi se acostumando aos escândalos, desvios, sem ter tempo para processá-los. Samuel Rosa, do Skank, já dizia que “a nossa indignação é uma mosca sem asas, pois não ultrapassa as janelas de nossas casas. Indignação indigna. Indigna nação.”

Hoje, vivemos a “letargia moral”, onde o final da novela é mais importante que o julgamento de um “mensaleiro”. Letargia onde políticos como Paulo Maluf, Joaquim Roriz, José Dirceu, José Genoíno, dentre outros escroques se candidatam e ainda conseguem se eleger. Letargia em que a Justiça Eleitoral se omite em sua responsabilidade alegando que a legislação é ineficaz (feita pelos parlamenteres) e delega ao povo a tarefa de retirar os maus políticos do Congresso, deixando de votar neles. Letargia na qual o TSE gasta alguns milhões de reais em uma campanha publicitária reforçando a importância do voto e do porte do título de eleitor no dia da votação, o STF diz que não precisa a 3 dias da eleição e ninguém liga. Letargia em que um programa como o CQC não tem audiência, mesmo mostrando nossos “nobres” deputados assinando um projeto que incluía cachaça na cesta básica, funcionários de prefeituras roubando bens públicos, políticos contratando parentes, dentre outras mazelas. Letargia na qual Lula chega ao ponto de dizer que não devemos nos basear em imagens (no caso Arruda, que era da oposição). Então nos baseamos no quê? Na confissão assinada que nunca vai acontecer? Estamos anestesiados, nosso julgamento sobre moral e ética está entorpecido. Coisas como desvios de milhões da educação básica e saúde viraram rotina. Se teria sido diferente? Ninguém pode afirmar, mas eu realmente acredito que não aproveitamos 50% das possibilidades de crescimento que o mundo nos ofereceu enquanto o Brasil voava no piloto automático. Países com guerra civil, tragédias naturais, dentre outros, cresceram mais que o Brasil neste período

O que é o “BRASIL – Um país de todos” após 8 anos? É o país de um futuro que não chega?

  • * O Brasil ficou na 53º colocação no 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.
  • * Tem uma carga tributária de 41%, com uma arrecadação de impostos de R$ 1,2 trilhão em 2010, o que fez com que Lula pudesse esbanjar com um jato de luxo, viagens, cargos comissionados para os “companheiros” e ministérios inúteis.
  • * A Polícia Federal nunca investigou tantos escândalos, mas a maioria esmagadora foi denunciada pela Imprensa. Contudo, quantos foram condenados e destes quantos estão na cadeia? Nunca tivemos a Reforma no Código Penal.
  • * Nunca tivemos a Reforma Tributária, o que torna os produtos brasileiros pouco competitivos quando comparados aos de outros países e alimenta a guerra fiscal travada por Estados e municípios para a instalação de indústrias, o que faz com que o país perca receita.
  • * Nunca tivemos a tão falada Reforma Agrária, que sempre foi a bandeira levantada por Lula e defendida pelo PT antes de chegar ao poder. O MST está enfrentando uma significativa mudança em sua organização. O número de integrantes cai lentamente, assim como o número de invasões que realiza. Alguns observadores citam o programa Bolsa Família, como fator de declínio das atividades do MST. Além disso, o MST esperava por maior vontade política do governo Lula na redistribuição de terras o que, como todas as outras promessas, não aconteceu. Uma aparente indisposição de parte do governo para fazer isso pode estar desgastando o MST e levando-o a procurar a acomodação em vez do confronto. Esperavam mais suporte do “presimente” Lula, mas não puderam criticá-lo por ele ser muito popular com seu “eleitogado”, graças ao Bolsa Família. Então, o jogo sempre foi feito nos bastidores. As invasões foram moedas de troca, daí foram os créditos e subvenções para as ONG’s “parceiras” do “movimento” que garantiram a paz nos últimos anos.
  • * Pagamos a dívida externa? Muito longe disso! Durante a gestão de Lula, a liquidação do pagamento das dívidas com o FMI contraídas em governos anteriores foram antecipadas, fato criticado por economistas por se tratar de dívida com juros baixos. Mas esta ação resultou em melhor prestígio internacional e maior atenção do mercado financeiro para investir no Brasil. A dívida externa brasileira, no entanto, continuou crescendo: era de US$ 214,93 bilhões no ano de 2003, e em agosto de 2010, a estava em US$ 235,4 bilhões.
  • * Nunca tivemos a Reforma Previdenciária. Ao invés disso, os aposentados voltaram a contribuir em seu governo e o tão criticado fator previdenciário, criado por FHC, nunca foi extinto.
  • * Nunca tivemos nenhuma reforma, que sempre foi uma de suas bandeiras de campanha, deixando o Brasil exatamente como era no período FHC. A privatização da Vale do Rio Doce, duramente criticada por todos, nunca foi desfeita, embora pudesse ter sido feito na Justiça.
  • * A insegurança pública chegou a um ponto insuportável, o que obrigou a Polícia a pedir auxílio das Forças Armadas. Não foi lindo ver o Morro do Alemão ser invadido e “pacificado”? Por que não foi feito há 8 anos atrás?
  • * A saúde pública continua sendo um poço sem fundo de recursos, que na maioria das vezes são desviados, e que nunca resolvem o problema. É mais fácil gastar bilhões em UTI’s do que investir alguns milhões em prevenção, já que ações em programas preventivos exigem planejamento, o que dificulta desvios e superfaturamento, enquanto manutenção de UTI’s sempre pressupõe dispensa de licitação e não resolve o problema.
  • * E os bancos? Ao contrário do que sustentam os setores atrelados ao governo, como a CUT e a UNE, as elites não poderiam estar mais satisfeitas com a gestão Lula. Enquanto a economia desacelerava, dando sinais de caminhar rumo à estagnação, o Itaú divulgava o maior lucro da história de um banco privado em um semestre. Foram nada menos que R$ 2,47 bilhões de lucros recordes, de janeiro a junho, representando um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • * Temos um Congresso vendido, subserviente, a um custo de R$11.548,00 por minuto, a um custo anual de 33 milhões de reais por Senador e 6 milhões por Deputado Federal. Preocupado em obter cargos e obter meios para desviar recursos, tendo como principal personagem o PMDB, o partido dos caciques, dos escândalos, das falcatruas e que só tem compromisso com o enriquecimento em detrimento de uma população a cada dia mais ignorante e submissa. Lula conseguiu extinguir a oposição comprando o apoio de todos os partidos de aluguel.

 

 

PAÍS CUSTO MÉDIO DE UM PARLAMENTAR
( em milhões de reais )
Brasil 10,2
Itália 3,9
França 2,8
Argentina 1,3
Espanha 0,85

 

 

  • * Manutenção do voto proporcional, tão criticado pelo PT – Partido dos Trambiqueiros quando era minoria e não estava no poder.  Como resultado, elegemos pela primeira vez um analfabeto para a Câmara dos Deputados, recordista de votos e que levou vários “companheiros” com ele, pois estavam na mesma coligação.
  • * Temos um dos maiores custos de frete do mundo, pois não foram feitos investimentos na criação e ampliação de ferrovias e hidrovias neste período, ficando a cargo das rodovias esburacadas o papel de escoar a nossa produção, sem falar na privatização de rodovias, com pedágios operados por grandes empresas, mas apenas nas que já possuíam melhor estado de conservação e que dariam mais lucro.
  • * Quanto aos transportes, vivi recentemente o “caos aéreo” quando viajava de férias. Aeroportos sem a menor condição de receber um campeonato de futebol de botão, tampouco uma Copa do Mundo. O problema não está apenas nas companhias aéreas, mas principalmente na Infraero, que fornece a infra-estrutura para a carga/descarga de bagagens, terminais de embarque/desembarque de passageiros, instalação de sistemas de pouso por instrumentos, dentre outras carências do setor. Na Europa, viajo em trens que atingem facilmente 300km/h e o transporte aéreo é uma alternativa. No Brasil, em 8 anos, o que mudou? Quantas linhas de trens interestaduais foram criadas? Ops. Nenhuma. Como disse, pra que resolver o problema se podemos lucrar com ele?
  • * Nossa matriz energética continua sendo a mesma criticada por Lula que, assim como sua ex-ministra das Minas e Energia – Dilma Rousseff, não fez nada em 8 anos para nos colocar na vanguarda com alternativas como energia eólica (muito utilizada no Nordeste, como no Ceará), gás natural, biomassa, energia hidráulica das marés. Continuamos cada vez mais dependentes da energia hidrelétrica, ou seja, a mercê do aquecimento global e do casal El Niño/La Niña que, deixando o clima a cada dia mais imprevisível, nos coloca a mercê de um novo apagão elétrico ou racionamento. Lula também cedeu ao Paraguai, quando o Governo decidiu não estar mais de acordo com o contrato assinado. Com isto, o Brasil praticamente triplicou a quantia que pagava ao Paraguai pela energia elétrica com a qual o país abastece a região sudeste brasileira. O acordo permite também que o Paraguai venda energia ao mercado brasileiro sem a mediação da estatal Eletrobrás.
  • * O álcool combustível, tão elogiado por Lula nas conferências sobre o clima, fica sob o controle total dos usineiros, que produzem álcool, ao invés de açucar, quando é conveniente, deixando os otários que pagam mais caro por um carro flex usando álcool em apenas 4 estados brasileiros (Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Tocantins), por ser mais vantajoso economicamente, pois o álcool tem um rendimento energético de 70% quando comparado à gasolina. Para descobrir qual combustível é mais vantajoso, é preciso apenas fazer uma conta simples: dividir o preço do álcool pelo da gasolina. Se o valor obtido for menor do que 0,7 , significa que o álcool é mais vantajoso, mas se der acima desse valor, a gasolina passa a ser mais vantajosa.
  • * Em 2009, penúltimo ano do Governo Lula, estudo anual realizado pela ONG Transparência Internacional informou que o Brasil ocupa a 75ª posição, num ranking de 180 países, sobre percepção de corrupção. O estudo deu ao Brasil nota 3,7, o que indica problemas de corrupção, segundo a entidade. As notas atribuídas pela Transparência vão de 0 (países vistos como muito corruptos) a 10 (considerados pouco corruptos), com base análises de especialistas e líderes empresariais de pelo menos dez instituições internacionais. No ranking geral, a Nova Zelândia (com nota 9,4) é vista como país menos corrupto, e a Somália (nota 1,1) é a nação com maior percepção de corrupção, de acordo com a Transparência. O Brasil piorou no ranking entre 2002 (nota 4,0, em 45º no ranking) e 2009 (nota 3,7, em 75º no ranking).

Estadista? Visionário? Me desculpe Barack Obama mas, na minha opinião, ele foi o cara: O CARA DE PAU, pois usou de sua origem humilde e sua ignorância para enganar a maior parte da população brasileira. Foi o presidente que mais viajou e se promoveu (não o Brasil) na história. Viagens inúteis a países inexpressivos, ajudas humanitárias quando o próprio país precisava de ajuda, apoio a regime autoritários, dentre outros desmandos. E quando o assunto era Brasil, a resposta sempre foi “não sei de nada, não vi nada, não podemos acusar sem provas, a imprensa me persegue, me deixem trabalhar”, dentre outras pérolas. Acho que devemos ajudar outros países quando o nosso está em ordem, o que não é o caso.
Às vezes, acordo e penso estar vivendo num universo paralelo alternativo, num mundo bizarro (onde tudo é ao contrário, para os que curtiam a Liga da Justiça), quando vejo num telejornal que ele sai do governo com aprovação de mais de 80%. Será que estou vendo e ouvindo coisas? Será que meu conceito de ética é que está errado? Não. Ele é aplicado no resto do mundo. Exagerado? Revoltado? Eu diria indignado. É doloroso saber que investindo parte desses trilhões de impostos em Educação Básica, Saúde Preventiva, Segurança Preventiva, Infra-estrutura e Transporte Público, TODOS os outros “problemas” tornam-se insignificantes. Mas pra que apagar o incêndio, se estamos ganhado para apagá-lo?

É isso. Que venham dias melhores, embora eu, sinceramente, não acredite que eles cheguem. Os dias que virão mostrarão se estou errado ao achar que daqui pra frente teremos aumento na carga tributária, censura à imprensa, volta da CPMF, inchaço ainda maior do Estado, apagão aéreo, apagão elétrico, dentre outras mazelas.

 

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A Política

Comments to Lula: O Legado

  • Nossa.. Hj vc está inspirado.
    Vou te requisitar aqui pro controle interno. rsrs
    abs.

    marcela January 11, 2011 11:38 am
  • É Lenilton, o lula só repetiu o q vem acontecendo desde da
    Roma, Politica do pão e do circo… Pregando ser torcedor do
    corinthians, usando coisas como Novelas e BBB pra esconder as
    poucas falcatruas que ele se preocupava em esconder… e coisas do
    tipo… Muito bom o artigo!

    Arthur January 12, 2011 9:32 pm
  • Texto muito bem estruturado e com uma pesquisa ótima por
    trás dele, mas também um tanto quanto exagerado em certas partes.
    Eu diria revoltado demais. Mas dá pra entender. Se der, dê uma
    passada em meu blog depois, tenho alguns textos sobre esse tema e
    outros.

    Gabriel Goes January 12, 2011 9:37 pm
  • abriu-me os olhos.

    Giulia January 15, 2011 11:30 pm
  • Se esses impostos servissem realmente de alguma coisa o Brasil sem dúvida não estaria do jeito que está. Algo relevante a constatar é que para um quase analfabeto sendo presidente, Lula fez coisas que outros presidentes mais qualificados “mentalmente” não fizeram. O problema definitivamente(na minha modesta opinião) não está totalmente nas pessoas que governam e sim naquelas que os elegem, mas partindo desses ponto formamos um ciclo habitualmente conhecido e por muitos ignorado. A conscientização que devia acontecer por parte do governo com relação ao voto simplesmente não acontece, e o povo Brasileiro vota em pessoas julgando-as pela fama ou simplesmente usando como uma máscara o manifesto quando na verdade a maioria quer apenas ver o “circo pegar fogo” e assim, jogamos dinheiro nas mãos desses Tiriricas e fazemos isso por meio de outras máscaras, os impostos. Para não perder a “pose” esses políticos fazem uma política baseada no pão e circo e se tornam o queridinho do país fazendo um filme com a sua história triste e que de nada tem a ver com sua vida política . Dessa forma o ciclo nunca vai acabar e essas coisas completamente clichês que eu acabei de dizer e que você ressalta a cada texto, e lá no fundo todos sabem, serão ditas outras milhares de vezes, de maneiras completamente diferentes mas que sempre chegarão ao mesmo objetivo.Eu só espero que de tanto batermos na mesma tecla, se é esse o único modo de mudar o rumo da política do nosso país, as pessoas (claro que não todas elas pois não desconsidero a opinião alheia, muito pelo contrário) repensem as suas atitudes.
    Bom, é essa a minha opinião, desculpa pelo texto é que quando se trata de clichês temos que mascará-los assim como a maioria das coisas é feita no Brasil e assim pelo menos tentar fazer com que as pessoas tenham vontade de ler algo mais “bonito” do que o habitualmente conhecido e ignorado.

    Gostei muito do seu artigo

    Ana Paula February 28, 2011 8:23 pm
  • Não votei na peça, mas tive esperança em mudanças quando ele “entrou lá”!
    Fazer o que? Somos sonhadores! Contudo a cada dia acredito menos que seremos o país do presente e creio mais que seremos o eterno país do futuro!
    POLITICA – No Brasil, sinônimo de enriquecimento(para os políticos, óbvio), e desinteresse por parte do povo que cada vez mais ignorânte não enxerga o próprio poder de mudança, de cobrança, e não digo por meio do voto não. Se o poder emana do povo, tudo o que for feio para que o povo se faça ouvir é válido, mas será que o povo teria algo a dizer? Se não temos nem a capacidade de nos organizar para fazer reivindicações, quanto mais pra propor soluções e mudanças. Somos alienados, conformados! É triste, mas é assim que é!

    Julio Cesar Sboarini May 14, 2011 12:59 am