Sep 25, 2006
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Mais explicações sobre o voto proporcional

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Recebi alguns e-mails de pessoas que não entenderam muito bem o artigo “Fim do voto proporcional”. Assim, como docente, tentarei esclarecer as dúvidas sobre o assunto. Começarei com algumas perguntas: “Porque não existe limite de candidatos para cargos como deputados distritais e são tantos que você jamais conseguiria lembrar de todos? E porque os partidos promovem o registro desses candidatos, mesmo sabendo que terão votação inexpressiva?”.
A resposta a essa pergunta está no voto proporcional. O objetivo é obter votos de forma pulverizada, enganando de certa forma o eleitor, que vota em uma pessoa que conhece e acaba elejendo outro.
Hoje, no Brasil, temos um tipo de eleição dita proporcional que permite coligações partidárias a fim de garantir a formação de blocos. Infelizmente, da forma que está hoje, você não está votando no candidato a menos que ele seja eleito. Explico. Todos os votos da coligação partidária vão para os candidatos mais votados. Assim, ao votar no “Seu Zé”, que você conhece, mas cuja abrangêncida da candidatura se limita ao seu bairro e certamente não será eleito, os votos recebidos por ele vão para a coligação, que escolherá quem será eleito em seu lugar. Esse sistema é adotado em alguns países que possuem poucos partidos (em alguns casos, dois) e funciona pelo simples fato de existir uma “fidelidade ideológica”. Nesses países, você vota na proposta e nas pessoas que a colocarão em prática. No Brasil, com a existência de partidos de aluguel, como o que foi “comprado” por um certo candidato a Governador, e a total falta de ideologia partidária e até mesmo moral, devemos nos adaptar à essa realidade.
Uma forma de adaptação é: Não escolher partidos cujos integrantes estejam envolvidos em atos de corrupção, improbidade administrativa, dentre outros. Escolher candidatos que tenham chance de serem eleitos e acima de tudo, pertençam a coligações nas quais os partidos íntegros sejam maioria. Não sejamos inocentes, com a atual “prostituição eleitoral” não existe uma coligação sem corruptos, mas temos que exercer nossa cidadania e votar.
Finalmente, meu conselho, se quiser entender assim, é que você leitor promova a renovação do executivo e principalmente do legislativo, por meio do seu voto, não reelejendo nenhum deputado, votando em partidos não envolvidos em escandalos do mensalão, sanguessugas e afins e acima de tudo prestando muita atenção nas coligações, para que seu voto não saia “pela culatra” e acabe atingindo você.

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A Política

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