Dec 28, 2007
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Nada é impossível!

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Pense nisso. Qual é a probabilidade de que eu encontrasse uma ex-aluna alemã, que conheci em 2004, em uma estação de trem alemã?
Ela fazia letras na UnB, mas teve que abandonar pois as greves tornaram seu curso mais longo que seu visto de estudante. Além de ser seu professor, nos tornamos mais próximos quando ela precisou de uma declaracão de aluna para reforçar o pedido de extensão do visto.
Agora vamos à Matemática da coisa… Para calcularmos a probabilidade de uma forma bem simples, deixarei várias variáveis de lado e utilizarei uma: o espaço. Como espaço, irei considerar uma área 10 metros quadrados. Considerando que ela já estivesse na Alemanha e que pudéssemos nos ver e nos reconhecer em um espaço de 10 metros quadrados, ainda assim, deveríamos estar, além de no mesmo lugar, na mesma hora e no mesmo dia. Assim irei considerar minha posição como estática e a dela como dinâmica.
A conta ia ficar mais ou menos assim. Território alemão: 357.050 km², dos quais 2,416% são cobertos por água. Como o inverno alemão não é um bom momento para nadar, isso reduz a área para 348.423,672 km² ou 348.423.672.000 m². Usando uma regra de três simples temos que a probabilidade dela estar na mesma região de 10 m² que eu naquele momento seria de 2,87 vezes 10 elevado a -11, ou 0,0000000000287 ou ainda 0,00000000287%. Quase nula. Mas no entanto, aqui estamos nós, eu e Silvia, numa estação do trem bala europeu.
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Fiz 600 km em pouco mais de 3 horas. A velocidade máxima do trem é de 250km/h.

Moral da história: Por mais que algo pareça impossível, no máximo podemos considerá-lo improvável. Como dizia Einstein, “Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.”. A única certeza que se tem que nunca ganharemos na loteria, e se não comprarmos um bilhete.

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Viagens

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