Sep 30, 2007
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Parabéns, Hamilton. Massa: Melhor sorte ano que vem…

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Pelo que vi no GP do Japão, o campeonato já está na mão de Lewis Hamilton. O primeiro piloto criado nos simuladores da McLaren que, em sua estréia na Fórmula 1, já conseguiu bater todos os recordes de um iniciante. Com seus 22 anos, ele já entrou com uma marca histórica, o primeiro piloto negro da F1. Além disso vem batendo todos os recordes de um estreante em toda a história da F1. E a euforia não é por menos, Hamilton já é considerado prodígio, gênio, extra-terrestre e todos super adjetivos feitos pela mídia especializada. Um novato que já tem seu lugar na história. Ele simplesmente completou todas as corridas até agora e só não marcou pontos no GP da Europa, quando chegou em 10º. Na chuva do GP do Japão, que bem que podia cair por aqui também, ele mostrou mais uma vez que não tem apenas sorte, mas sua habilidade ao volante é mpresssionante, mesmo em pista molhada. [photopress:hamilton.gif,full,alignleft]É o primeiro piloto que lidera isoladamente um campeonato mundial sem nunca ter vencido uma corrida desde Jean Behra, que assumiu a ponta da tabela ao chegar em terceiro no GP de Mônaco de 1956. O francês terminou aquela temporada em quarto. É o mais jovem piloto da história a liderar isoladamente um campeonato, com 22 anos, 4 meses e 5 dias. O recorde anterior pertencia a Bruce McLaren, fundador da equipe do novo recordista, que assumiu o primeiro lugar no campeonato de 1960 após o GP da Argentina com 22 anos, 5 meses e 8 dias. Além de tudo isso, é o primeiro estreante a ser líder isolado de um campeonato mundial. A vitória de hoje no Monte Fuji deu a Lewis o recorde de pódios num ano de estréia, que pertencia a Jacques Villeneuve, que chegou 11 vezes entre os três primeiros em sua temporada inicial na Fórmula 1, em 1996. No Japão, debaixo de um temporal, Hamilton subiu ao pódio pela 12ª vez no ano de estréia, em 15 corridas.
Com 20 pontos a serem disputados agora, Felipe Massa já está fora da disputa do título e fatalmente estará fora das 3 primeiras colocações, que devem ser ocupadas por Hamilton, Alonso e Raikkonen. A menos, é claro, que ocorra algum acidente que mude essa tendência. A prova decisiva deve mesmo ser o GP da China, em Xangai, às 3h da manhã, horário de Brasília, onde Hamilton deve levantar a taça do campeonato. [photopress:hamilton_taca_ap_136x145.jpg,full,alignright] A matemática para o título é bem simples: Com 12 pontos de vantagem para Fernando Alonso, o inglês precisa apenas evitar que o espanhol desconte mais de dois na próximo domingo, em Xangai, para chegar ao Brasil com o título garantido. Para tal, basta a Lewis terminar à frente do companheiro de equipe, em qualquer posição. O inglês poderá ainda chegar atrás de Alonso, mas desde que fora do pódio. Se o bicampeão for terceiro, Hamilton pode chegar em quarto. Se for quarto, Hamilton pode ser quinto, e assim por diante. Em caso de vitória de Alonso, o título não fica definido, mas bastará a Hamilton marcar um ponto na corrida final, em Interlagos, para sagrar-se campeão sem depender dos resultados do espanhol. Para tanto, precisará apenas de um oitavo lugar. Se Hamilton não pontuar na China, o título só se define se Alonso terminar abaixo do sétimo lugar. Kimi Raikkonen também ainda está na briga, mas em situação muito difícil. Para ter chances, precisa vencer as duas corridas e torcer para que Hamilton não some 4 pontos. Assim, um quinto lugar do piloto da McLaren em qualquer das últimas duas etapas, ou dois sétimos, eliminam o finlandês. Felipe Massa já não possui mais chances matemáticas de brigar pelo campeonato.
Para que você, leitor, entenda meu otimismo “Hamiltoniano” e pessímismo “Massante” veja os números:

Pilotos / Pontos
01 – Lewis Hamilton / 107
02 – Fernando Alonso / 95
03 – Kimi Raikkonen / 90
04 – Felipe Massa / 80
05 – Nick Heidfeld / 56
06 – Robert Kubica / 35
07 – Heikki Kovalainen / 30
08 – Giancarlo Fisichella / 21
09 – Nico Rosberg / 15
10 – David Coulthard / 13
11 – Alexander Wurz / 13
12 – Mark Webber / 10
13 – Jarno Trulli / 7
14 – Ralf Schumacher / 5
15 – Takuma Sato / 4
16 – Jenson Button / 2
17 – Vitantonio Liuzzi / 1
18 – Sebastian Vettel / 1

A partir do 19º, está todo mundo “zerado” 🙂

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Mas também estamos perto de bater um recorde, só que com Rubens Barrichelo. Ao terminar o GP do Japão apenas em décimo lugar, Barrichello atingiu mais um ponto baixo em sua carreira. Pela primeira vez, desde que estreou na Fórmula 1, ele chega a 15 corridas consecutivas sem pontuar numa mesma temporada. A pior marca era em seu ano de estréia, 1993, quando ele ficou de fora da zona de pontos nas 14 primeiras etapas do campeonato, pela equipe Jordan. Na 15ª corrida daquele ano, justamente no Japão, ele chegou em quinto lugar e marcou os primeiros pontos de sua longa trajetória na categoria. Quatorze anos depois, Barrichello sai do Japão zerado na tabela. O recorde de insucessos consecutivos também está perto de ser quebrado. Entre os GPs de Mônaco de 1997 e da Espanha de 1998, o brasileiro ficou 16 corridas seguidas sem terminar na zona de pontos. Se ficar abaixo do oitavo lugar nas próximas duas provas – China e Brasil – traz esse “título” para o Brasil.

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