Nov 26, 2013
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The Voice vs American Idol vs X-Factor

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Podemos ver que artistas originais como Jason Mraz, Colbie Cailat, Bruno Mars, dentre outros interpretes de peso, com conteúdo e técnica não surgem com tanta frequência ( e nem em reality shows) quanto esses enlatados artificiais, como Miley Cyrus, Lady Gaga, Britney Spears, Justin Bieber e Demi Lovato. O que me consola é que eles tem seus 15 minutos de fama e desaparecem tão rápido (alguns demoram mais) quanto apareceram. Justin Bieber? Tire aquela coisa nojenta de “Baby, Baby, Baby” e o que sobra? Nada, só prostitutas, pichação e atentado ao pudor. E ainda conseguem ter fãs depois de tudo isso. Triste, mas é verdade. Não é a toa que o ditado popular “Todo povo tem o político que merece” pode tranquilamente virar “Todo público tem o artista que merece”. Tenho dito.

somFalando de assuntos mais amenos, resolvi escrever um post sobre os reality de música. Infelizmente, não falarei sobre as versões brasileiras pelo fato de não acompanhá-las. O motivo?  Sempre acompanhei os três programas desde a primeira temporada na versão americana , pois adoro música. Quando vieram as versões brasileiras, tinha um padrão alto de comparação e as emissoras que compraram as franquias não fizeram um bom trabalho ao adaptá-las, bem como na escolha dos jurados/técnicos. É diferente quando você assiste a versão brasileira antes das estrangeiras, pois não tem como comparar. É o velho caso do proprietário do Fusca que nunca andou num Mercedes. Para ele, o Fusca é o melhor carro do mundo. Depois de uma volta num Mercedes, a coisa fica diferente. A melhor e única adaptação que funcionou foi o The Voice, mas ainda assim, não gosto da maneira que fazem o programa. O The Voice americano tem jurados de peso, todos músicos com hits nos Top100, com um conhecimento musical de outro mundo, extremamente técnico. Vejo a versão brasileira como algo populista. Os cantores são ótimos, mas os comentários dos jurados acabam com o programa. Sou fã da música brasileira, mas não dá pra comparar Daniel/Lulu Santos/Cláudia Leite/Carlinhos Brown com Blake Shelton/Adam Levine/Christina Aguilera/Cee Lo Green. Não se trata de preferir americanos a brasileiros, pois sou fã de todos eles, mas ser técnico é muita responsabilidade e os brasileiros são muito pessoais, informais e pouco técnicos. O programa é The Voice Brasil e eles interpretam músicas em inglês? As traduções, cadeiras extras, comentários passionais e o horário aleatório da Globo me impedem de acompanhar. Toda vez que programo o DVR para gravar, ganho uns 40 minutos de novela,  já que na Globo os horários variam de acordo com o IBOPE. E isso ninguém merece.

Mas, voltando à minha opinião entre os 3 programas, posso dizer que em termos de qualidade a ordem do título do artigo já diz tudo. O The Voice foi uma ideia genial pois, no início, você tem audições às cegas, onde os técnicos escolhem os participantes unicamente pela voz que ouvem, tornando a escolha muito mais democrática. Depois, os times fazem “duelos” para selecionar os melhores para continuar na próxima fase, onde os “nocaltes” selecionam os que vão para os shows ao vivo e passam a ser selecionados pelo público. Os ganhadores do The Voice acabam com contratos de gravação e vivendo de música, bem como alguns finalistas que se destacam. É difícil escolher já no TOP12, pois todos são muito bons. É o melhor reality de música do momento.

O segundo melhor foi o primeiro a surgir, o American Idol, que também conta com jurados de peso mas que, com o passar dos anos, foi perdendo em qualidade dos jurados e dos candidatos. Basta dizer que depois de Kelly Clarkson, nenhum outro vencedor conseguiu se manter no mercado musical. O problema todo está na seleção, que tem deixado de fora os inovadores, os cantores com personalidade e com diferencial, quando comparados com os que foram lançados recentemente. O que vejo no American Idol são “covers” de cantores americanos, que ficam no mercado algum tempo e desaparecem tão rápido quanto surgem. Os vencedores não emplacam nas paradas de sucesso por não trazerem nada novo, nada original.

Já o terceiro merece um pouco mais do meu tempo. É uma piada. Foi uma piada desde o início. Foi a tentativa do ex-jurado do American Idol, Simon Cowell, de se manter no mercado dos reality, mas foi absolutamente infeliz. Jurados desqualificados e loucos por um holofote foram as características desse reality. O que Britney Spears entende de música? Britney é o produto desse moedor de carne que é a indústria musical americana, que pega cantores do Youtube e os projeta com mídia massiva. Acho que não é novidade que Britney não sabe cantar. Seu sucesso sempre foi fruto de clipes com produção milionária, filtros de voz e sampler. Ela sempre disse que o playback era usado pelo fato de dançar muito, mas para mim ela é uma performer, não uma cantora. E Demi Lovato? Esse é o perfil do juri. O nível do programa foi determinado, para mim, quando Simon Cowel disse a uma cantora chamada Caitlin Koch que sua voz era perfeita, a técnica vocal impecável, mas ela não tinha o X-factor. Daí, ele escolheu uma afro-americana que mais parecia uma garota de programa e que foi eliminada na fase seguinte. Ela não sabia cantar, mas tinha o X-factor :). O programa não busca cantores, busca o próximo Justin Bieber e é tão ruim que, na primeira temporada, mandaram uma candidata embora, mudaram de ideia, a trouxeram de volta e ela ganhou a temporada. Onde ela está agora? Não faço ideia. :). Na versão mais recente, perderam o patrocínio da Pepsi e encurtaram todas as fases, mantendo Demi Lovato no papel de Britney. Intelectualmente compatíveis nos comentários e escolhas dos candidatos, ambas são frutos da mesma árvore. As outras “juradas” são Kelly Rowland e Paulina Rubio, na tentativa clara de agradar ao máximo o público americano, com uma latina, uma afro-americana, uma performer pop e um produtor que raramente acerta uma. Paulina mandou embora o melhor candidato num episódio e mudou de ideia no próximo, mandando outro. Escolheriam 12 para o Top 12, mas voltaram atrás e foram buscar um candidato eliminado em casa. Era um Top12 com 13 candidatos. Ele deve ganhar a temporada :). Fizeram uma eleição pelos telespectadores e não conseguiram apurar corretamente os votos. Ai, no episódio seguinte dois foram eliminados. É falha atrás de falha. Espero que não inventem uma versão brasileira, pois se o original é assim, imaginem a cópia. Os únicos artistas que emplacaram foram lançados no Reino Unido, como a boy band One Direction e Leona Lewis.

Podemos ver que artistas originais como Jason Mraz, Colbie Cailat, Bruno Mars, dentre outros interpretes de peso, com conteúdo e técnica não surgem com tanta frequência ( e nem em reality shows) quanto esses enlatados artificiais, como Miley Cyrus, Lady Gaga, Britney Spears, Justin Bieber e Demi Lovato. O que me consola é que eles tem seus 15 minutos de fama e desaparecem tão rápido (alguns demoram mais) quanto apareceram. Justin Bieber? Tire aquela coisa nojenta de “Baby, Baby, Baby” e o que sobra?  Nada, só prostitutas, pichação e atentado ao pudor. E ainda conseguem ter fãs depois de tudo isso. Triste, mas é verdade. Não é a toa que o ditado popular “Todo povo tem o político que merece” pode tranquilamente virar “Todo público tem o artista que merece”. Tenho dito.

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Música

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