Jul 20, 2007
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Você não é europeu? Então devolvemos o imposto que você pagou.

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Sei que parece piada, até porque somos extorquidos diariamente com a maior carga tributaria do planeta, diria até mesmo do Universo. Quem conversar com um marciano que me contradiga :). Carga tributária que já era alta, mas que graças ao nosso ilustre “presimente” tornou-se ainda maior. Crítico da CPMF quando não estava no governo, tratou logo de tornar o “p” de provisório, permanente. Mas não era sobre isso que eu queria falar. Voltando ao foco de minha observação, fica aqui a dica. Aqui, dependendo do produto adquirido você pode ter até 15% de devolução, aqui denominado “global refund”. Tive o prazer de experimentar a regalia no aeroporto de Stuttgart. Vi umas promoções imperdíveis numa loja de eletrônicos quando cheguei aqui e não podia deixar de aproveitar. Cartões de memória e máquinas fotográficas pela metade do que custam no Brasil. Fazer o quê? Comprei. Dos 500 euros de compras me devolveram 57,00 dos impostos em dinheiro no aeroporto. O procedimento é simples. Você solicita o formulário “tax refund” do produto, se houver (nem todos os produtos tem essa regalia). Preenche com seus dados e os dados de seu passaporte (só vale para estrangeiros) e leva até a alfândega, localizada nos aeroportos e estações de trem de toda a Europa. Após a conferência de seu passaporte pela alfândega, eles carimbam o formulário (aqui na Alemanha a alfândega é Zoll) e você leva a um banco cadastrado (tem a lista no formulário). Pronto. Imposto devolvido em espécie pra você. Mas se você não estiver com pressa tampouco com disposição, pode fazer isso pelo correio. Basta preencher o formulário, ir à alfândega para carimbar (imprescindível) e colocar os dados de seu cartão de credito. Eles depositam em seu cartão. Parecia “pegadinha”, mas foi bem real, na verdade, euro :). Não resisti ao trocadilho.

Mas falando sério agora, se o imposto existe para promover benfeitorias na cidade ou no país, se você é um turista, nada mais justo que o que pagou de imposto seja devolvido, uma vez que você não usufruirá dele. Pena que no Brasil, os impostos sirvam para pagar propinas, 14º, 15º e 16º salários para os nossos mercenários, digo congressistas, empreiteiras e afins. E se sobrar, quem sabe fazer uma ponte onde não há rio, um viaduto onde não passam carros ou até um açude onde não exista água.

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Viagens

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